O policial militar aposentado condenado por matar e abusar sexualmente do sobrinho de 12 anos foi transferido para Porto Alegre na sexta-feira, dia 13 de fevereiro, véspera do feriadão de Carnaval. A movimentação ocorreu após pedido do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) para que o réu cumpra a pena de 46 anos de prisão em solo gaúcho. O crime, ocorrido em 2016 na zona sul da capital gaúcha e teve como vítima o jovem Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves.
O tenente da Reserva da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, Jeverson Olmiro Lopes Goulart, de 60 anos, foi preso no dia 23 de dezembro do ano passado, no Parque Mambucaba em Angra dos Reis, por agentes do Serviço Reservado, a P2, do 33º BPM e por agentes da Subsecretaria de Inteligência da PM do Rio.
A transferência encerra um período de buscas que mobilizou forças de segurança. Após ser condenado em outubro de 2024, o homem fugiu e permaneceu foragido por mais de um mês, até ser localizado e preso em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em dezembro passado. Durante o julgamento, o réu não compareceu presencialmente ao Fórum Central, acompanhando a sessão apenas por videoconferência antes de evadir-se.
Segundo a promotora do caso, Lúcia Helena Callegari, levar o preso para Porto Alegre era essencial para a execução correta da sanção penal, que é a punição determinada pela Justiça. O MPRS articulou a medida por meio de acompanhamento processual, garantindo que o condenado inicie imediatamente o cumprimento da sentença. Na época do crime, o ex-policial tentou esconder o assassinato simulando que o menino teria cometido suicídio.
Agora, o condenado está sob custódia do sistema prisional gaúcho, onde será monitorado pelo Ministério Público. A instituição reforçou que a atuação jurídica foi rigorosa para evitar que o réu permanecesse fora do estado de origem do crime. O caso gerou grande repercussão pela gravidade das acusações e pela tentativa de obstrução da justiça mediante a fuga para Angra dos Reis.