Em um movimento que eleva drasticamente as tensões no Oriente Médio, bombardeios israelenses atingiram nesta quarta-feira o complexo de South Pars, o maior campo de produção de gás natural do mundo, localizado no sul do Irã e compartilhado com o Catar. A ação provocou uma resposta imediata e contundente do governo iraniano, que ameaçou atacar alvos da indústria de petróleo em países vizinhos.
Analistas consideram que este episódio marca uma nova e perigosa fase do conflito regional. Israel intensificou seus ataques, visando infraestruturas estratégicas. Fontes diplomáticas em Washington indicam que a decisão israelense de bombardear o campo de gás foi tomada em conjunto com a Casa Branca, numa tentativa de pressionar o Irã a reabrir o vital Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do mundo para o transporte de petróleo.
O comando militar americano confirmou ter utilizado munições pesadas, de penetração subterrânea, para atingir bases iranianas no estreito, que abrigavam mísseis antinavio capazes de ameaçar a navegação na região. Enquanto isso, o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, está se deslocando da área de combate para uma base americana na ilha grega de Creta, onde passará por reparos após um incêndio acidental a bordo.
A ofensiva israelense não se limitou ao Irã. No Líbano, explosões simultâneas foram registradas nos subúrbios de Beirute, com Israel afirmando ter atingido alvos do Hezbollah. A violência alcançou o centro da capital libanesa, devastando um prédio de dez andares no bairro de Bachoura, que ruiu e provocou uma grande nuvem de fumaça. Pelo menos doze pessoas morreram, e outros edifícios foram destruídos, apesar de um comunicado do Exército israelense recomendando a evacuação minutos antes do ataque.
Do outro lado da fronteira, o Irã retaliou com novos ataques contra Israel. Bombas que se fragmentam no ar atingiram diversos pontos da região central do país, causando estragos. Em Ramat Gan, duas pessoas perderam a vida devido a estilhaços, não conseguindo chegar a tempo aos abrigos antibomba. Sirenes de alerta soaram em Tel Aviv e Jerusalém, evidenciando a amplitude da ameaça.
A escalada do conflito se espalha:
- No Iraque, explosões foram registradas perto da embaixada dos Estados Unidos em Bagdá.
- Vários países do Golfo Pérsico interceptaram mísseis e drones que partiram do território iraniano.
Diante da gravidade da situação, o Vaticano, por meio de seu secretário de Estado, Pietro Parolin, expressou profunda preocupação com a segurança em terras libanesas. Ele apelou ao presidente dos EUA e a Israel para que deixem o Líbano em paz e busquem resolver a crise por meio da diplomacia e do diálogo, ressaltando a importância histórica e religiosa da região.