O governo dos Estados Unidos está em alerta máximo, monitorando uma possível mobilização de agentes secretos e "células adormecidas" ligadas ao Irã em diversas partes do globo. A preocupação surgiu após a interceptação de uma mensagem criptografada, que Washington acredita ser uma convocação para ataques coordenados.
Fontes próximas à inteligência americana revelaram que a transmissão codificada foi interceptada e enviada a diferentes localidades no mundo logo após a morte do ex-líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Essas "células adormecidas" são descritas como grupos secretos com laços com as forças iranianas, potencialmente preparados para realizar atentados e ataques pontuais.
O próprio presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou publicamente a vigilância, afirmando que seu governo está "muito atento" para verificar se o Irã ativou esses grupos. A Casa Branca, em comunicado interno obtido por 'A Cidade', alertou agências governamentais de inteligência e segurança sobre a gravidade da situação.
O comunicado ressalta que as transmissões interceptadas "têm como objetivo ativar ou fornecer instruções a agentes adormecidos pré-posicionados operando fora do país de origem". Por isso, centrais de inteligência e segurança foram instruídas a ficar atentas a comunicações em frequências de rádio vindas do Irã, um indicativo da seriedade com que a ameaça é tratada.
Este alerta surge em um momento de escalada significativa nas tensões entre EUA, Israel e Irã, sugerindo que a guerra no Oriente Médio está longe de um desfecho. Recentemente, um míssil iraniano causou uma explosão em Tel Aviv, Israel, intensificando a apreensão na região.
A retórica belicosa tem sido uma constante. O presidente Trump chegou a ameaçar o Irã com ataques "20 vezes maiores" caso o governo iraniano continue a bloquear o Estreito de Ormuz, uma rota marítima vital. Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana, braço das Forças Armadas ligado ao líder supremo, declarou que o conflito só terminará "quando o Irã determinar". Ali Larijani, chefe do Conselho de Segurança do Irã, também rebateu as declarações americanas, advertindo Trump a tomar cuidado "para não ser eliminado".
Até o momento, o governo iraniano não se manifestou publicamente sobre as acusações ou a suposta interceptação de mensagens, mantendo o silêncio em meio à crescente crise.