O vereador Charles Neves utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Angra dos Reis para reforçar a pré-candidatura à Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) de Jorginho Brum, presidente da Câmara e aliado político. Em pronunciamento recente, Neves acusou o MDB de tentar impedir a saída de Brum do partido para bloqueá-lo nas eleições de 2026, motivado por interesses internos de outros políticos.
Segundo Neves, o grupo tem disseminado notícias falsas afirmando que Brum não será candidato. “Isso não será tolerado”, afirmou, destacando que a democracia garante a todos o direito de escolher seu futuro político. Neves concluiu defendendo o direito de um vereador em segundo mandato e presidente da Câmara, como Brum, pleitear vaga na Alerj.
Assista ao vídeo da fala do vereador:
O episódio reflete as movimentações políticas na região da Costa Verde, com foco nas eleições de 2026 e na disputa por legendas partidárias. Nos bastidores, há indícios de que a resistência à pré-candidatura de Brum e à sua desfiliação do MDB parta do ex-prefeito Fernando Jordão, que seria beneficiado ao evitar um confronto direto “voto a voto” entre Brum e a deputada estadual Célia Jordão, sua esposa, candidata à reeleição.
Fontes apontam que aliados de Jordão têm circulado rumores sobre a impossibilidade de Brum obter legenda partidária. O discurso ocorre em meio a tensões partidárias. O presidente estadual do MDB, Washington Reis, negou publicamente a saída de Brum, enquanto o presidente do PP, Dr. Luizinho, manifestou apoio e pretende levar o caso às instâncias nacionais e judiciais do MDB.
A legislação eleitoral permite trocas de partido até o prazo final de filiação partidária, com possibilidade de ações judiciais para disputas de mandato, que seguem rito próprio com ampla defesa.
“Sou candidato”
Procurado pela reportagem, Jorginho Brum reforçou que concorrerá ao cargo de deputado estadual, anunciará em breve o partido pelo qual disputará o pleito e recorrerá à Justiça Eleitoral para assegurar sua participação. “Quero disputar no voto, respeitando a vontade popular. Se tiver que recorrer à Justiça para garantir meu direito democrático de concorrer a uma vaga na Alerj, eu vou. Não vou aceitar tapetão!”, declarou Brum.