Desde o último dia 6 sem salários, funcionários de uma terceirizada da Eletronuclear, a APPA Serviços, cruzaram os braços, em protesto, na manhã desta terça-feira, dia 10 de março. Centenas de trabalhadores ocuparam durante três horas, das 06h às 9h, o portão principal de entrada do complexo nuclear, em Angra. A paralisação foi por atraso no pagamento e a falta de reajuste há mais de cinco anos. A empresa é responsável por fornecer recursos humanos para o serviço de manutenção durante parada das unidades de Angra 1 e 2. Os salários variam entre R$ 2.450,00 a R$ 14.600,00.

Com cartazes de manifesto os trabalhadores contratados para manutenção cobravam da empresa o pagamento imediato dos salários, vencidos no último dia 6. Os sindicalistas apontam também como pauta de reivindicação dos trabalhadores, a falta de reajuste salarial há mais de cinco anos. São em média 800 funcionários da empresa, contratada pela Eletronuclear para o serviço de manutenção das usinas.

Em um comunicado e chamamento para o ato aos trabalhadores, o sindicato Stiepar (Sindicatos dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica), enfatiza que a paralisação é em defesa dos contratados e manda um recado “que não vai admitir tal atitude contra o trabalhador, seja qual for a empresa”.

Quem passou pela Rio-Santos hoje de manhã ou precisou acessar o trevo de entrada das usinas, teve dificuldade. Uma longa fila no acostamento da rodovia Rio-Santos, sentido São Paulo anunciava a paralisação. O trânsito mesmo sem a via interditada ficou lento pelo menos por três horas na manhã de hoje. O movimento acabou, por volta das 9h e o trânsito ainda pela manhã fluiu normalmente.

Em nota a Eletronuclear informou que tomou conhecimento do atraso no pagamento dos salários dos empregados nesta segunda-feira, dia 9 de março, três dias após a data que deveria ter sido efetuado pela contratada, ou seja, no último dia 6. Afirmou também estava em dia com todas as suas obrigações contratuais. A empresa destacou que esses trabalhadores foram contratados temporariamente para atender à 21ª Parada Programada da Usina Angra 2 (2P21), iniciada em janeiro e já em fase de conclusão e depois da paralisação. 

Depois da mobilização dos trabalhadores a terceirizada, APPA, finalmente pagou o que devia a seus funcionários.