Após o portal A Cidade Costa Verde publicar, nesta segunda-feira, dia 23 de março, o feminicídio de Flávia de Oliveira Fernandes, de 41 anos, ocorrido em Paraty, o caso ganhou a mídia e causou indignação não só na cidade, como em toda a Costa Verde. O caso, que antes estava restrito a postagens de pessoas que lutam pelo fim da violência contra as mulheres em Paraty, em grupos da cidade nas redes sociais, finalmente ganhou mais visibilidade, e as autoridades se manifestaram, informando, inclusive, mais detalhes sobre o assassinato.
De acordo com a Polícia Civil, Flávia foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), na noite do dia 19 de março, quinta-feira, por volta das 21h, e encaminhada ao Hospital Municipal Hugo Miranda. A vítima apresentava múltiplas escoriações e lesões compatíveis com espancamento. Apesar dos esforços médicos, a vítima não resistiu e morreu na madrugada do dia 20 de março, sexta-feira.
A Polícia Civil foi comunicada do feminicídio na manhã seguinte por uma assistente social da unidade hospitalar, que solicitou a remoção do corpo ao Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado na 167ª DP, de Paraty, e, por determinação do delegado titular, Carlos Eduardo, os agentes realizaram diligências no bairro Ilha das Cobras nesta terça-feira, dia 24 de março.
Após trabalho de inteligência, os agentes identificaram como principal suspeito o companheiro da vítima, João Paulo Costa da Silva. A autoridade policial representou junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário, que deferiram mandado de prisão temporária e mandado de busca e apreensão em seu endereço.
Mas, como o portal A Cidade Costa Verde também já havia divulgado na matéria publicada nesta segunda-feira, dia 23, ele já havia fugido da Ilha das Cobras. Agora, devidamente identificado como João Paulo Costa da Silva, morador da Ilha das Cobras, é um foragido da Justiça, companheiro de Flávia, apesar das inúmeras tentativa dela de deixá-lo,
A 167ª DP solicita o apoio da população para localizá-lo. Informações que possam levar ao seu paradeiro devem ser comunicadas às autoridades competentes. O anonimato do denunciante será garantido.