Angra dos Reis - Depois de perceber que o cerco contra ele estava se fechando, pois os agentes da 166ª DP estavam em seu encalço, o empresário Cleiton Perucio Candido da Silva, de 33 anos, se entregou à polícia no último dia 20, sexta-feira. Cleiton, que é proprietário de uma empresa de metalurgia na Banqueta, é investigado pelo envolvimento com a facção criminosa Comando Vermelho (CV). Ele teve a prisão temporária decretada no último dia 18 de março, ao ser apontado pela polícia como o maior produtor de peças para armas, inclusive de silenciadores para o CV.
Após tomar ciência de seu mandado de prisão, Cleiton fugiu imediatamente, não sem antes ocultar provas e ameaçar testemunhas. O nome dele e dos demais envolvidos no esquema veio à tona no decorrer da investigação do assassinato do Policial Civil Elber de Freitas Fares, 50 anos, executado a tiros no dia 31 de agosto de 2025, no Balneário, ao sair de uma igreja com seu filho.


No dia 11 de março, quarta-feira, os policiais já haviam prendido Igor da Silva Moreira, de 43 anos, apontado pelas investigações como o gerente de uma estrutura voltada à fabricação, manutenção e circulação de armamento de guerra, incluindo fuzis, destinado ao tráfico do CV, que para isso usaria a fábrica do empresário. Mas eles não eram os únicos investigados.
Na manhã do último dia 20 de março, numa sexta-feira, os agentes da 166ª DP também prenderam Luiz Henrique Nascimento de Oliveira, conhecido como “PH”, de 18 anos, e Gabriel da Silva Pinto, de 20 anos, em cumprimento a mandados de prisão temporária. Um foi preso nos Predinhos da Glória e o outro no Cais de Turismo, pois trabalha em um restaurante na Ilha da Gipóia.Uma fonte informou à nossa reportagem que as investigações prosseguem com o objetivo de desarticular integralmente o grupo criminoso investigado e concluir a responsabilização penal de todos os envolvidos.