Agentes da 166ª DP desvendaram o assassinato ocorrido em Angra dos Reis. Trata-se do homicídio a facadas de Alexandre Vinicius Dias Nunes, de 30 anos, ocorrido na noite do último dia 3 de janeiro. Ele foi esfaqueado no trailer que mantinha com a mulher, na Rua Francelino Alves de Lima, no Areal, na Grande Japuíba.

O crime brutal foi rapidamente elucidado por agentes do Setor de Inteligência da delegacia de Angra, sob a coordenação do delegado titular, Dr. Roberto Ramos.

Cabe destacar que o índice de solução de homicídios pela unidade é elevado. Somente em 2025, dos 30 homicídios ocorridos em Angra dos Reis, 67% foram solucionados pela 166ª DP. Portanto,  quem está pretendendo cometer algum homicídio na cidade deve pensar duas vezes, pois as chances de ir em cana são altíssimas.

Que o diga Júnior de Paula Lopes, vulgo “Mineiro”, também conhecido como “Gordinho” e “Júnior”; Shirley Aparecida Batista Soares, de 50 anos, mulher da vítima; Adriano Gomes do Nascimento, vulgo “Pinininho”; e Ermano Araújo Oliveira. Todos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, nesta quinta-feira, dia 8 de janeiro, a pedido da Polícia Civil, sendo que Adriano e Ermano já estão presos.

Segundo as investigações, Júnior seria o autor do assassinato. Shirley é apontada como coautora, pois há indícios de motivação, adesão ao plano criminoso e condutas posteriores voltadas à ocultação de provas. Adriano teria instigado e apoiado o crime, enquanto Ermano teria abrigado Shirley em sua residência após o homicídio, além de ter presenciado, em sua casa, a reunião em que o assassinato foi discutido e incitado.

De acordo com o apurado, Alexandre foi esfaqueado dentro do trailer, saiu cambaleando e ensanguentado, atravessou a Rodovia Rio-Santos, quase foi atropelado e caiu morto do outro lado da pista. O trailer, conhecido como Trailer da Shirley ou Trailer do Bocão, foi encontrado aberto e com grande quantidade de sangue.

Desde então, Shirley havia desaparecido e não atendia ao celular. Ela também não compareceu para reclamar o corpo do marido. O imóvel onde o casal residia, na Rua do Suspiro, no Promorar, foi encontrado aberto, com o ventilador ligado e o registro do gás do fogão aberto.

A polícia apurou ainda que o casal possuía histórico de violência doméstica, com registros na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), e enfrentava uma crise conjugal. Shirley não estava no trailer no momento do crime, mas foi vista às margens da Rio-Santos, do outro lado da pista, observando o corpo de Alexandre com frieza e distanciamento, apesar de o morto ser, até então, seu marido.

Estamos acompanhando o desenrolar das investigações e os cumprimentos dos mandados de prisão.