A 166ª DP sob determinação do delegado titular Dr. Roberto Ramos, deflagrou no último dia 3 de fevereiro, terça-feira, a Operação Fake Pen, voltada ao combate à comercialização clandestina de medicamentos injetáveis utilizados como supressoras de apetite, especialmente as conhecidas “canetas emagrecedoras”.

O serviço de inteligência da unidade vinha monitorando anúncios suspeitos e pontos de distribuição informal de medicamentos no município. Neste último dia 3, eles  flagraram, na região da Japuíba, Josiel Carlos Silva, de 33 anos, tentando realizar a entrega de 4 seringas contendo a substância “Tizerpatida” (princípio ativo do medicamento Mounjaro), além de uma cartela com dez comprimidos de Ozempic, em plena via pública, a bordo de uma motocicleta.

A entrega ocorreria de forma improvisada e claramente clandestina, em meio à rua Japorangra. Diante do flagrante, os agentes se deslocaram até a residência do suspeito, onde localizaram diversos bujões contendo Tizerpatida armazenados indevidamente dentro da geladeira doméstica, misturados a alimentos, além de seringas, cartelas de medicamentos e outros apetrechos relacionados à atividade criminosa.

A companheira de Josiel, Mislene da Cunha Feliciano dos Santos, de 36 anos, também foi levada para a delegacia. Ela foi indiciada pelo mesmo crime, mas não foi presa em flagrante, uma vez que apenas seu marido portava o material apreendido quando foi feita a abordagem policial. 

Em depoimento, ela admitiu trabalhar com o marido na venda das substâncias, que vinham do Paraguai e eram distribuídas pelos estados de São Paulo, Mato Grosso e Paraná. As encomendas, segundo a investigação, eram enviadas por SEDEX e os pagamentos eram realizados via transferências bancárias, inclusive no valor de R$ 5.000,00, realizados no mesmo dia da prisão.

Mislene explicou que revende o medicamento tanto em bujões (o TIRZEC15 era vendido a R$ 1.800) como fracionado em seringas com 2,5 mg (vendidas por até R$ 150,00 cada). Além disso, declarou que o casal não possui habilitação técnica, tampouco autorização da ANVISA para comércio de medicamentos controlados, nem tampouco emitia notas fiscais ou exigia receita médica para as vendas.

A 166ª DP prossegue com as diligências para identificar outros envolvidos e o elo com possíveis redes maiores de distribuição interestadual de medicamentos clandestinos.