A arte da contação de histórias ganhou um novo fôlego na UFF Angra, em Jacuecanga, com a presença marcante do multiartista Glauter Barros. Reconhecido por sua versatilidade como ator, jornalista e o inesquecível Palhaço Picolé, Glauter promoveu, no último dia 7 de maio, uma vivência imersiva sobre a arte da oralidade que cativou estudantes e professores.
Alunos e alunas do curso de Pedagogia mergulharam de cabeça em uma experiência prática, que contou também com a participação dos professores André Andrade (Arte e Educação) e Rosilda Benachio (História). O encontro foi um verdadeiro caldeirão de trocas, onde todos puderam constatar como a arte de narrar pode ser uma ferramenta transformadora no processo de aprendizado e além.
A iniciativa, que teve a parceria fundamental da professora e produtora cultural Rosine Barros, expandiu os horizontes sobre o uso da contação de causos. Foi demonstrado como essa arte milenar se adapta a qualquer ambiente: seja na tranquilidade de uma sala de aula, na efervescência do pátio escolar ou até mesmo na grandiosidade de um palco profissional. A vivência foi recheada de dinâmicas de grupo, revelações sobre os bastidores da criação de narrativas, histórias envolventes, causos pitorescos e, claro, muitas risadas que quebraram o gelo e conectaram os participantes.
Glauter Barros, conhecido por sua espontaneidade e carisma, foi além da teoria. Ele demonstrou na prática a capacidade de improvisar e criar enredos no calor do momento, com a participação ativa do público. Para o artista, estar na universidade é uma sensação de familiaridade e pertencimento.
“Eu frequento a UFF desde a época em que as aulas ainda aconteciam lá no Morro do Abel”, comentou Glauter, evidenciando sua longa e profunda conexão com a instituição.
Para Glauter, a força da universidade pública reside na sua capacidade de se conectar com a comunidade. É nesse intercâmbio que o conhecimento transcende os livros e se materializa em soluções concretas para os desafios do mundo, fortalecendo a cidadania e impulsionando o crescimento coletivo. Ele conclui que, no fundo, a ciência e a arte existem para servir à sociedade, e poucas manifestações conseguem unir esses dois universos de forma tão potente quanto uma boa história.
A vivência de Glauter Barros na UFF Angra reforça o compromisso da universidade em promover o diálogo entre diferentes saberes e em inspirar futuras gerações de educadores a utilizarem a arte como um pilar fundamental no desenvolvimento humano e social.