Agentes do Serviço Reservado, a P2, do 33º BPM, e policiais civis da 166ª DP, sob o comando do delegado titular da unidade, Dr. Roberto Ramos, desvendaram o assalto sofrido por um casal de empresários do Frade, que foi feito refém por dois marginais dentro de sua própria casa, entre 1h30 e 6h. Durante esse período, eles exigiram que o casal desbloqueasse os aparelhos celulares e passaram a realizar transações bancárias, com transferências de quantias para terceiros. Em seguida, deixaram as vítimas amarradas e subtraíram o carro da família. O prejuízo é estimado em 200 mil reais.
De imediato, foram acionados os protocolos preconizados pela Operação Escudo, que tem por finalidade combater crimes patrimoniais em Angra dos Reis. Para isso, há uma constante troca de informações entre as equipes da 166ª DP e do 33º BPM, inclusive com bancos de dados de infratores patrimoniais e trabalho de inteligência para definir as ações policiais de maneira mais eficiente. Os “Homens da Lei” das duas forças de segurança não só desvendaram o crime como já colocaram um dos integrantes do bando na cadeia.
As vítimas informaram que os dois infratores pularam o muro para acessar o imóvel e estavam com casacos, capuzes e os rostos cobertos. Contudo, um deles estava descalço, sendo possível observar que apresentava um defeito na unha do dedão do pé, fato que possibilitou um rápido trabalho de pesquisa no banco de dados. Assim, surgiu a suspeita da participação de Kauan Leôncio Soares, de 19 anos, o meliante que portava uma arma de fogo e que, apesar da pouca idade, tem 12 anotações em sua ficha, por crimes como roubo, associação criminosa, porte de arma e tráfico.
As equipes da 166ª DP e da P2 do 33º BPM saíram em campo e encontraram Kauan na casa de sua mãe, Silvana Leôncio Castilho, na Rua da Constância, também no Frade, onde constataram que ele tinha um defeito na unha de um dos dedões do pé, conforme havia sido observado por uma das vítimas. Além de prender Kauan por roubo qualificado, os policiais encontraram 43 unidades de skank prontas para a venda, com etiquetas da facção criminosa Comando Vermelho (CV), dentro da casa.
No imóvel também foram encontradas 24 cestas básicas, que Silvana admitiu que “guardava” a pedido do traficante Marcos Tomás, o vulgo Sem Roupa, conhecido como o chefe do CV no bairro, que estaria escondido no Complexo da Penha, reduto da facção no Rio de Janeiro. Diante dos fatos, a mãe de Kauan também foi presa em flagrante por tráfico.
Ao perceber que “a casa havia caído”, Kauan confirmou que cometeu o delito com uma pessoa de vulgo Pimenta, que conheceu quando estava na cadeia. Segundo ele, o comparsa seria do Rio de Janeiro e receberia metade da quantia desviada. Kauan disse ainda que ficou estudando as vítimas durante uma semana para cometer o crime e que as contas usadas na empreitada criminosa foram conseguidas por Pimenta. Durante o roubo, o comparsa chegou a fazer chamadas de vídeo com outros integrantes da quadrilha, que orientavam como proceder para a realização de empréstimos e transferências bancárias nos telefones das vítimas. Ele também levou os policiais ao local onde o carro do casal estava escondido.
Em paralelo, a equipe de inteligência está levantando dados das contas bancárias para onde o dinheiro foi transferido e já identificou alguns beneficiários, todos da capital do Rio de Janeiro, que serão responsabilizados em uma segunda etapa das ações dentro dos protocolos da Operação Escudo.
O delegado Dr. Roberto Ramos pede que a população denuncie crimes e criminosos com segurança pelo telefone 0300-253-1177. O sigilo é garantido.