Paraty amanheceu em meio a um clima de tensão política nessa sexta-feira, dia 6 de março,  após uma denúncia grave envolvendo o vice-prefeito e secretário Municipal de Obras, Luís Cláudio Alcântara da Costa, conhecido como Lulu. Ele é acusado de ameaçar e chegar às vias de fato com Murilo Minair depois que este fez críticas ao governo municipal.  As ameaças teriam  sido feitas via mensagens privadas enviadas ao Faceboock de Murilo.  Não satisfeito o político teria agredido fisicamente o cidadão no momento em que ele saia de casa no bairro Jabaqurara. Murilo teria sido levado ao chão e agredido com chutes pelo vice-prefeito Luís Cláudio Alcântara da Costa, o Lulu, que também é secretário de obras. 

A partir daí Murilo registrou queixa contra Lulu na delegacia da cidade, a 167ª DP  e fez exame de corpo de delito, que confirmou que ele havia sido agredido.  A pretensa vítima também acionou um advogado que entrou com uma representação na Câmara Municipal de Paraty pedindo a abertura de procedimento para apurar possível quebra de decoro por parte de um agente político que ocupa os cargos públicos. O documento aponta que os fatos relatados seriam graves e incompatíveis com a postura ética e institucional exigida de quem exerce função pública.

De acordo com a representação, a conduta descrita violaria princípios da administração pública previstos no artigo 37 da Constituição Federal, como moralidade, legalidade e probidade administrativa.  O documento ressalta ainda que agentes políticos devem atuar com urbanidade, respeito institucional e observância dos direitos fundamentais, especialmente no que diz respeito à liberdade de expressão do cidadão.

A representação também menciona que, em razão da idade do autor da denúncia, a suposta conduta agressiva poderia caracterizar crime previsto na Lei 10.471/2003, o Estatuto do Idoso. Entre os pedidos apresentados no documento estão a instauração de procedimento ético-disciplinar, a apuração dos fatos com garantia do contraditório e, caso as irregularidades sejam confirmadas, a aplicação das sanções cabíveis. Segundo o documento, o caso também foi levado ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro por meio de uma representação criminal.

O episódio, que rapidamente se espalhou pelos bastidores da cidade histórica, já provoca grande repercussão e intensifica o clima de polarização no cenário político paratiense. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais detalhadas sobre a versão do vice-prefeito a respeito das acusações e tampouco a posição do prefeito Zezé do Porto sobre a possível incapacidade de seu vice de lidar com as críticas e muito menor de ocupar um cargo público onde as cobranças dos munícipes são comuns e fazem parte da rotina de quem se propões a administrar uma cidade.