Durante uma operação realizada em conjunto com a DRE, Delegacia de Repressão a Entorpecentes, com sede no Rio de Janeiro, contra lideranças da facção criminosa Comando Vermelho (CV), em Paraty, na manhã desta quarta-feira dia 4 de fevereiro, os Policiais Civis da 166ª DP, sob o comando do delegado da unidade, Dr. Roberto Ramos, neutralizaram o traficante de alta periculosidade, de vulgo Bigode, que estava foragido da Justiça. Pablo Miguel Rodrigues Pereira, de 26 anos, era um dos chefões da facção na Costa Verde.
Os policiais tinham a informação de que Bigode estava em Paraty, alinhado aos traficantes da Cidade Histórica. Na abordagem, ele resistiu à prisão e abriu fogo contra os Homens da Lei, que não tiveram alternativa a não ser responder à injusta agressão.
Bigode era considerado um dos traficantes mais perigosos da Costa Verde. Contra ele pesavam mandados de prisão preventiva por tráfico de drogas, homicídio qualificado, ocultação de cadáver e formação de organização criminosa. Além disso, seu nome já estava associado a emboscadas e execuções ordenadas contra forças de segurança na região.
Ele era perigoso e era investigado pelo envolvimento no assassinato do policial Elber Fares, ocorrido no dia 31 de agosto do ano passado, enquanto saia da igreja, no Balneário, junto com o filho.
Uma semana antes da execução, o traficante havia ameaçado os agentes da unidade
Uma semana antes da execução do policial, o traficante ameaçou os agentes da delegacia de Angra. Na ocasião, o criminoso usou redes sociais para intimidar os agentes. Em uma das mensagens, “Bigode” disparou: “vai morrer todos, o sangue vai escorrer”, citando diretamente três policiais civis da delegacia, entre eles o próprio Elber.
No dia 3 de setembro, dias após a execução de Elber, o acusado de puxar o gatilho foi morto em confronto com os policiais da 166ª DP, em um apartamento nos Predinhos da Banqueta.. Erivelto de Souza Oliveira, conhecido como Veltinho, 37 anos, foi morto por policias que faziam diligências para desvendar o assassinato do colega. Ele atirou contra os agentes e acabou morrendo no tiroteio. Um dos policiais foi atingido por Veltinho, que, felizmenete, foi salvo pelo colete a prova de balas.
Para a corporação, o assassinato de Elber foi tratado como um ataque direto à inteligência policial, e a caçada a “Bigode” se tornou prioridade na região.
“Ele representa hoje um dos maiores riscos à segurança pública da Costa Verde e precisa ser capturado o quanto antes”, afirmou um investigador na ocasião. A execução de Elber e as ameaças de “Bigode” escancaram a ousadia das facções em Angra dos Reis e reforçam a necessidade de ações coordenadas para conter o avanço do tráfico.