Nesta sexta-feira, dia 23, o estacionamento do Aterro do Carmo, conhecido popularmente como “Poeirão”, foi fechado. O local é o único estacionamento público da cidade. O terreno, conhecido como Lote 8, vou leiloado pela PortosRio (antiga Companhia Docas do Rio de Janeiro), e seu fechamento deixou os moradores de Angra, principais usuários do espaço,  apreensivos com a possibilidade de perder definitivamente o estacionamento, já que existem vagas públicas pela cidade, mas, além de serem poucas, muitas são destinadas a secretários municipais e até a ocupantes de cargos de baixa patente.

O gerente de Operações e Fiscalizações da PortosRio em Angra, identificado apenas como Daniel veio a público se manifestar. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ele tranquilizou a população e os pescadores, que também utilizam o entorno. Segundo ele, a empresa está realizando uma operação para resguardar a área, que em breve receberá benfeitorias para melhorar o Centro da cidade e a vida de quem utiliza o espaço.

No entanto, ele não explicou quais serão essas benfeitorias, nem se a população passará a pagar pelo estacionamento. Especula-se que o grupo que arrematou a área, irá construir um estacionamento subterrâneo e um shopping com praça de alimentação. Comenta-se também que um dos arrematantes ocultos seria a família do ex-prefeito Fernando Jordão, que enquanto estava no cargo firmou um acordo com Docas liberando a área da disputa entre a PortosRio e a Prefeitura de Angra.

Outra  versão é a de que, enquanto prefeito de Angra, Fernando Jordão teria aberto mão de “brigar” junto à Docas pelo Aterro do Carmo, preferindo a área do São Bento. O objetivo seria a instalação no local da Marina São Bento, projeto que existe há pelo menos 40 anos no Palácio Raul Pompéia, sede do governo angrense, e que nunca saiu do papel. Dessa forma nosso ex-alcaide ainda beneficiaria um empresário, que tem casa de veraneio na Mombaça, vizinha a dele, que teria comprado o lote 8 para construir um estacionamento e um shopping, com lojas e restaurantes. Comenta-se ainda que o tal empresário seria fornecedor da Prefeitura de Angra.