O furto de energia, conhecido como “gato”, segue avançando no estado do Rio de Janeiro e já levou mais de 100 pessoas à prisão em flagrante na área de concessão da Enel Rio. Em balanço divulgado pela distribuidora, as ocorrências cresceram 17% entre janeiro e setembro de 2025, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

 

O mapa das irregularidades mostra concentração em São Gonçalo, município com maior número de registros, seguido por Niterói, Rio das Ostras, Angra dos Reis e Paraty. Juntas, essas cinco cidades responderam por quase metade das ocorrências levantadas pela concessionária.

 

A maior parte dos flagrantes ocorreu fora do ambiente residencial. Segundo a Enel Rio, 62,4% dos casos registrados em 2025 foram identificados em estabelecimentos comerciais, como bares, restaurantes, lanchonetes, supermercados e oficinas. Nas residências, o índice ficou em 36,4%. Uma reportagem publicada em março de 2026, também com base em dados atribuídos à concessionária, apontou percentuais muito próximos: 62,8% no comércio e 35,7% nas casas.

 

Nos primeiros meses de 2026, o tema continuou no radar das autoridades. De acordo com dados as equipes da Polícia Civil e peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli registraram 30 ocorrências e 14 prisões apenas nos dois primeiros meses do ano.

 

A distribuidora reforça que furtar energia é crime, com pena de um a quatro anos de reclusão. Em casos que envolvam cabos de energia, telefonia, dados ou sistemas ferroviários e metroviários, a punição pode chegar a oito anos. Além da responsabilização criminal, o autor da fraude ainda pode ser cobrado pelo consumo não registrado durante o período da irregularidade.